domingo, 12 de dezembro de 2010

Refrescância Íntima

É latente, navegante em teu compasso,
Firme e doce, envolvente em teus encantos.
Tão despida, vive alegre seus limites,
Que arranha com fúria os lábios quentes.

Obtusa e tão fraca, alarmante,
Que invade, treme e chora esvoaçante.
Tão viva sente o desejo leve e quente,
Que nos teus braços, prende e cospe de repente.

A bela forma do teu corpo envolvente,
Expele e sangra em favos inconstantes.
Tão fina pele me envolve entre os dentes,
Que me amarro, lambo e prezo deslizante.

Na calmaria do teu beijo sufocante,
Espalho e prendo alegrias ofegantes.
Em tua alma estarei tão livremente,
Que no teu corpo entrarei eternamente.


Por: Ana Paula Morais

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