sábado, 5 de maio de 2012

A estrada

Dos verdes campos que me perfumam,
Ora secos, ora úmidos,
Veredam por mim com suas angústias,
Trazendo a mim pequena infortúnia.

No que me acompanho, esmoeço,
Pois no seu tamanho, as vistas enfraquecem,
E adormeço sonhando teus fortes ventos.

E que longas estradas passo a namorar,
Enquanto elas sorrindo, me acalmam a viajar.
No caminho ao meio suo a tua jornada,
fechando os olhos aqui, acolá...

[Não temas, menina, estás a chegar,
seguro tua mão e respondo o que assuntar,
sou longa, sou curta, basta rabiscar.

Agora, porém, tu vais a desembarque,
Te digo, também, não te esqueças de cá,
depois os segredos que guardo no tempo,
aos poucos, comigo, vão se revelar...]

De olhos abertos,
Agora no chão,
Mal posso sentir,
Parei na contramão.

Por: Ana Paula Morais


Um comentário:

  1. Ana Clara Martins6 de maio de 2012 17:18

    Paula, fiquei encantada com a sua escrita. Bonitas palavras, numa bonita forma. Parabéns pelo blog!

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Um beijo pelos dedos que aqui escrevem, um Queijo pelo suspiro aqui postado.