"E não maltrate muito a arruda, se lhe nçao cheira a rosas..."

domingo, 5 de dezembro de 2010

Penas

A quem eu me refiro? A luta insana diária que sou escrava do nosso prazer ou a sina de uma vida ludibriada sem emoção? 



A gente escolhe. 
A gente rejeita.

Significar

Partir de uma interrogação pode sugerir "n" significados e desencontrar várias respostas. Partir, hoje, do vir-a-ser, pode se ser um estrago concedido ou uma alforria estabelecida. Na verdade, quando nos relacionamos com outrem, em qualquer que seja o grau da aproximação, mostramos o que naquele momento tem e pode ser compartilhado. Mas, com o tempo, analisando as estratégias e descaminhos traçados em um relacionamento, percebemos com mais exatidão, os traços enlinhados que findaram ou fortaleceram tal relação. Ouvir do outro acaba sendo ouvir nossa voz com mais serenidade, e talvez, sinceridade. Para se findar um relacionamento, é necessário autenticidade em reconhecer os fatos e responsabilidade para assumir outros. Deixar-se ouvir pode ser das formas mais sutis de se expor, porém, sugere fraqueza em não aceitar. Isso porque, partindo da simplicidade, verifica-se que simplicidade aqui não está em como se faz, e sim, com que sentido buscamos fazer. É preciso suscitar a glória das palavras e do discernimento para não escapar os desejos e o bom senso. Segue seus passos com a roupa que escolhestes, para que no fim, ao menos o teu corpo ainda esteja coberto, de caminhos ou de desertos.


Por: Ana Paula Morais

sábado, 4 de dezembro de 2010

"cai na tua teia...

...serei a tua ceia", já dizia Raul Seixas. Invariavelmente, os corpos sugam um espaço e se deleitam sobre este com repouso e excitação. Nas verrugas temperamentais se auxiliam e compartilham ideias, vozes, sussurros e alterações das mais variadas. Os seios em extrema elevação. É o corpo que me cobre. É o desejo que me preenche. É incompreender a causalidade de estar e assim estando permanecer na oscilação, nas consoantes e vogais que me deixa escutar.
Som ressonantes...


Por: Ana Paula Morais

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O vento...

traz cada lembrança pequena e fantástica. Cada detalhe intenso e firme. É como uma cicatriz que pode durar a eternidade ou somente uns anos, mas lembramos exatamente como e quando aconteceu. E são esses ventos que retornam a mim hoje, com cicatrizes. Mas, por alguns segundos a mastigo e por tantos outros escapa à minha mão. Deixo novas cicatrizes  o vento me presentear, e nestas, diferente das outras, posso escolher a melhor forma pra cicatrizar.

Por: Ana Paula Morais

mas o estrago que faz a vida é curta pra ver ♪

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mordo

seus lábios, seu corpo, seus cabelos, sua barba só pra saber que estás entre minhas possibilidades. E assim estando, certifique que meus olhos pairam sobre você. E continuam a deitar-se... 


Por: Ana Paula Morais

I'm feeling...

E eu não sei de qual espaço me interesso mais. Dos orifícios que me deixam sem tocar ou das mazelas que se constroem quando estamos a nos tocar. E eu sinto lentamente o veneno que nos envolve. E eu não sei onde isso vai parar... 
Só quero sentir.


Ilegalmente, a sonhar.

Por: Ana Paula Morais

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

"Cego

é aquele que não enxerga por uma cerca de vara". 
Corina Alexandre da Silva 
(Índia, rezadeira e benzedeira)



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Respire-se

Deixe sentir seu calor, sua vibração, seu cansaço, sua euforia e seu coração. São eles que te movem e te permitem à mudança, às reações, às sensações. Procure aquilo que te faça ferver diariamente. Seja uma música, a letra de alguém, a respiração ofegante depois da caminhada, o beijo mordido de uma paixão, um copo de café, um "Bom dia", o acordar, o envelhecer... E  corra. Corra para o que te estremece. 
Os abalos sísmicos favorecem à resistência. 
Seja amor, seja luz, seja paz. 
Faça. 
Ponha. 
Queira. 
Viva. 


Não tema sentir comigo.


Por: Ana Paula Morais



domingo, 7 de novembro de 2010

Pra você


Deixa ser como será
Quando a gente se encontrar?
No pé, o céu de um parque a nos testemunhar ♪

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Silencie

Quando de fato, queremos "apagar" algo da nossa memória, por qualquer que seja o motivo, é preciso constantemente e fundamentalmente silenciar sobre ele.


Silenciamos, portanto, aquilo que nos convém.  

Por: Ana Paula Morais