"E não maltrate muito a arruda, se lhe nçao cheira a rosas..."

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mordo

seus lábios, seu corpo, seus cabelos, sua barba só pra saber que estás entre minhas possibilidades. E assim estando, certifique que meus olhos pairam sobre você. E continuam a deitar-se... 


Por: Ana Paula Morais

I'm feeling...

E eu não sei de qual espaço me interesso mais. Dos orifícios que me deixam sem tocar ou das mazelas que se constroem quando estamos a nos tocar. E eu sinto lentamente o veneno que nos envolve. E eu não sei onde isso vai parar... 
Só quero sentir.


Ilegalmente, a sonhar.

Por: Ana Paula Morais

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

"Cego

é aquele que não enxerga por uma cerca de vara". 
Corina Alexandre da Silva 
(Índia, rezadeira e benzedeira)



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Respire-se

Deixe sentir seu calor, sua vibração, seu cansaço, sua euforia e seu coração. São eles que te movem e te permitem à mudança, às reações, às sensações. Procure aquilo que te faça ferver diariamente. Seja uma música, a letra de alguém, a respiração ofegante depois da caminhada, o beijo mordido de uma paixão, um copo de café, um "Bom dia", o acordar, o envelhecer... E  corra. Corra para o que te estremece. 
Os abalos sísmicos favorecem à resistência. 
Seja amor, seja luz, seja paz. 
Faça. 
Ponha. 
Queira. 
Viva. 


Não tema sentir comigo.


Por: Ana Paula Morais



domingo, 7 de novembro de 2010

Pra você


Deixa ser como será
Quando a gente se encontrar?
No pé, o céu de um parque a nos testemunhar ♪

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Silencie

Quando de fato, queremos "apagar" algo da nossa memória, por qualquer que seja o motivo, é preciso constantemente e fundamentalmente silenciar sobre ele.


Silenciamos, portanto, aquilo que nos convém.  

Por: Ana Paula Morais

sábado, 30 de outubro de 2010

O tempo

Um desespero necessário. 
Pretensão da compreensão. 
Inteligência da realidade. 
Estimulador de ações. 
Instrumento da mente. 
Agonia do romântico. 
Entendimento dos sensatos. 
Provocador do mundo. 
Menu para criatividade. 
Modelador dos poetas.
Casulo da renovação.
Embriaguez da pressa.
E imensamente destrutivo
e real em seus paradoxos.


Por: Ana Paula Morais


São os vícios...

que acabam por fazer parte de uma parcela insistente e, às vezes, inocente. É como se o amargo completasse o doce e novamente provamos o doce porque já não salivamos o amargo. E isso acontece com os passos que damos à cada esquina dobrada para ver a árvore caída. Acontece nas mesmices que teimamos em repetir, somente para ver a cor mudar e tornar a sua inicial. São vícios que nos prendem, escravizam-nos, purificam-nos. São vontades incompreensíveis entre o bem e o mau. Entre o que faz bem e o que faz mau. Mas de fato, os vícios são perturbadores, pois servem para justificar nossas falhas, angústias, incertezas. Mas como saber se o que me vicia já não me surpreende? Sensibilidade. Essa é a palavra. Sensibilidade para saber o que fim que damos as coisas, os caminhos pelos quais elas desdobram, as alternativas que se camuflam na cegueira do vício. Mas não estou por condenar o vício. Se não fosse bom não os desejaríamos. Apenas não tornemos hábitos em desregramento. Pois é preciso equilíbrio no que se quer. Equilibrar-se é a ação contrária do vício e necessária à vida, à lida, ao caminho. Porque é melhor o horizonte do equilíbrio do que a queda do vício.

Por: Ana Paula Morais





terça-feira, 26 de outubro de 2010

A amizade


O carinho, o afago, o sentir-se querido e abraçado são laços do que construímos, crescemos, modificamos e nos formamos com quem percebemos amigo. É preciso um feitio gostoso de se sentir, mesmo que na ausência reclamemos a atenção, mas guardamos consigo, cada traço do amigo lembrado. E é nesse espaço que amamos, e suspiramos em saber que, amizade é sentir o outro em nós, pensar o outro, amar o outro. E cada colheita feita é motivo de alegria, de lágrimas, de preces mil vezes dita e abençoada. Feliz daquele que sabe a pureza de ser amigo e de fazer feliz quem tanto nos acalenta, quem tanto nos preserva. 

Por: Ana Paula Morais




Aos meus amigos, um abraço de riqueza, pois são vocês que me deixam viva dia após dia.

é tão forte quanto o vento quando sopra
tronco forte que não quebra, não entorta
podes crer, podes crer,
eu tô falando de amizade ♪

sábado, 23 de outubro de 2010