"E não maltrate muito a arruda, se lhe nçao cheira a rosas..."

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

E quando...

tocares o silêncio irás perceber, que avançamos antes de caminhar, caminhamos sem ter onde pisar, e ficamos parados, inertes, já sem sombra. É preciso descobrir que coisas mil vezes dita não se aplica. As coisas são ideias, luzes, retratos. De tanto dizer, não mais ouvimos, e as vezes é só preciso educar para ouvir, sentir para viver. Esquecer para lembrar.
  

Por: Ana Paula Morais


Levemos a vida devagar...
pra não faltar amor.

Ouse


despir-se
criar-se
olhar-se
teimar-se
perder-se
achar-se
ouvir-se
silenciar-se
querer-se
amar-se, antes.


Por: Ana Paula Morais



Pois se não chega a morte
ou coisa parecida,
e nos arrasta, moço, sem ter visto 
a vida ♪

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Das intensidades


As grandes dores fazem com que as menores mal sejam sentidas e, 
na falta das grandes, 

até o menor desgosto nos atormenta.

Irvin D. Yalom, A Cura de Schopenhauer

domingo, 17 de outubro de 2010

Imagine

Os passos leves,
contidos nesta valsa.

Os sussurros mal ditos,
e por vezes maldito.

Os tremas que pudesse,
retirar e manter a rima.

Os lábios quentes,
banhando-me o ventre.

Nossos corpos unidos,
caídos, sem vestes.

Um pedido de resgate,
que você soltou-me os dedos.

Meu beijo agora,
e seu cheiro em mim.

Por: Ana Paula Morais

Faltou o ar...

Eu só queria
que
você 

reparasse,
olhasse,
sentisse,
que 
toda
essa solidão,
vem
dos 
beijos
que
guardo
aqui, 



na palma
da
mão.


"Me despeço dessa história
E concluo: a gente segue a direção
Que o nosso próprio coração mandar,
E foi pra lá, e foi pra lá."

Tiê
por: Ana Paula Morais

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Passarás

Então o amor vem, te completa em tantos momentos, te deixa cativante, radiante, te goza, te sente, te venera, te escolhe... De repente, o amor cansa e vai embora. E como entender isso? São pensamentos, situações novas, pessoas novas, conflitos novos, conceitos mortos... Mas a gente insiste porque sabe que se é recíproco, vale a pena lutar, correr, voar... Mas não. Não devemos. Se existe a reciprocidade, muito pelo contrário, a luta é desnecessária. Mas mesmo assim, pensamos, queremos ver até onde chegamos. Tentar: essa é a palavra mil vezes dita por todos que amam. Não, meus caros. Quando existe amor não se tenta, o amor por si só nos sustenta, nos deixa livre para amar. E continuamos a nos declarar, a querer mostrar... Erro. Se é o amor que nos sustenta, não necessitamos declarar, mostrar, o amor por si só efetua essa compreensão. Então, se estamos a tentar, a lutar, a querer, a declarar, a mostrar... Não nos enganemos, são simplesmente resquícios de um amor não mais recíproco. Sigamos, pois, a Vida.

Por: Ana Paula Morais


sábado, 9 de outubro de 2010



Eu tenho pena da Lua!
Tanta pena, coitadinha,
Quando tão branca, na rua
A vejo chorar sozinha!...


As rosas nas alamedas,
E os lilases cor da neve
Confidenciam de leve
E lembram arfar de sedas


Só a triste, coitadinha...
Tão triste na minha rua
Lá anda a chorar sozinha ...


Eu chego então à janela:
E fico a olhar para a lua...
E fico a chorar com ela! ...

Florbela Espanca


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Olhos que se entregam, ilegais...

Eu simplesmente não entendo como tal sentimento pode me suprir tanto e me matar ao mesmo tempo,
são dedos em outros dedos, salivas em outras línguas,
íris em outro corpo...
E eu aqui definhando,
esperando um sim ou nunca mais.

Por: Ana Paula Morais

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Comemoremos...

Ao artigo escrito por mim, Ana Paula Morais da Silva e Jalon Nunes de Farias intitulado Seguindo os Passos de Graciliano Ramos em Caetés, publicado na Revista Raido.
O artigo teve por objetivo percorrer a cidade de Palmeira dos Índios tendo por base o livro Caetés de Graciliano Ramos refazendo os passos do escritor e traçando olhares através da lembrança da cidade e de suas modificações.

Segue o link para leitura:

http://www.periodicos.ufgd.edu.br/index.php/Raido/article/view/588

sábado, 2 de outubro de 2010

Dessa Vez...

Vou andar descalça por sobre os escombros,
Vou levar meus beijos mais sinceros,
Entregar-me a luz dos teus olhos,
Colocar em teu peito meu calor,
Elevar nossas preces ao céu.
E eternizar por todos os momentos,
O nosso amor,
A nossa falha,
A nossa história.



Venha, amor, derramar-se em meus braços!


Por: Ana Paula Morais