"E não maltrate muito a arruda, se lhe nçao cheira a rosas..."

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pecados Íntimos

Quero expor aqui algumas considerações a respeito do Filme Pecados Íntimos. 



Título original: (Little Children)
Lançamento: 2006 (EUA)
Direção: Todd Field
Atores: Kate Winslet, Patrick Wilson, Jennifer Connelly, Gregg Edelman.
Duração: 130 min
Gênero: Drama
Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/pecados-intimos/

O filme é realmente interessante. Ele chama atenção para as relações que podem se construir dentro de qualquer cotidiano. A história de dois casais, cada um com seus respectivos filhos. Kate Winslet (Sarah) é uma mãe pacata e solitária que tenta se divertir com sua filha, enquanto que Patrick Wilson (Brad)  é um pai desempregado que mantem seu cotidiano em passeios pelo parque com seu filho Aaron. Tanto Sarah quanto Brad passam a frequentar o mesmo parquinho onde com o tempo vão formando laços de amizade e certa intimidade. Em um desses encontros inesperados, os dois se beijam para distrair outras mulheres que ali se encontravam no parque, o que eles não sabem é que aquele ato "inocente" passa a ressoar nas mentes de ambos. 
Acontece que os dois começam a se encontrar e mantem essa relação sexual entre os dois como algo voraz e enlouquecedor. É interessante perceber, como dentro destas relações tantas outras vão se estabelecendo formando uma teia de acontecimentos, por vezes, previsíveis. A "relativização" da felicidade esta presente entre os dois casais. De um lado, uma mulher belíssima que sustenta a família, de outro, um homem bem sucedido que não oferece sensibilidade a sua esposa. 
Os atos "inpensados", neste filme, atentam para o fato de que os acontecimentos possuem causas e consequências, leveza e urgência. Vários outros casos se estendem pelo filme, como o de um homem que começa a perseguir um pedófilo, chamando a atenção da população para afastá-lo e denegrí-lo perante a vizinhança do bairro. Se formos aqui relatar as árvores que podemos construir neste filme, compreenderíamos melhor como se dá a construção do homem e seu posicionamento no mundo. Mas peço que assistam ao filme para que questionem também. Quero apenas fazer ressalvas para a paixão, o tesão e a felicidade. É possível ser feliz num mundo tão doente como este? É possível deslocar sua visão do outro para compreender a si mesmo? É possível enlouquecer em uma paixão proibida e manter o controle sobre ela? É por acaso que as coisas acontecem? Existe algum fato que comprove, nem que seja empiricamente, que os atos de cada ser humano são regidos por outros atos de tantos outros ao mesmo tempo? Pois bem, a teia está lançada. Cabe a cada um assistir ao filme e pensar sobre ele. Quanto ao final... 
Faça você o seu!

Por Ana Paula Morais s

terça-feira, 19 de abril de 2011

coração em alegoria

E o meu coração está vibrando.
Vibrando por todos os meus defeitos, vibrando por todos os que não tem o prazer de sentir amor.
Vibrando pelas tolices que insistimos em reclamar.
Vibrando pela agonia em querer descansar.
Vibrando pelas cores que o corpo deseja.
Vibrando pelos seus sorrisos, 
vibrando pela sua paz consigo,
vibrando pelos seus olhos em mim.
E faz de conta...
Faz de conta que o mau regride,
faz de conta que a paz progride,
faz de conta que os anjos existem,
faz de conta que os demônios também.
Faz de conta que a paixão é mentira,
faz de conta que não é você que eu quero bem.
E me beije ponta a ponta...
E me beije querendo,
e me beije sem querer.
E me beije chorando,
que sorrirei com você!
Minha flor, meu bebê!



Por Ana Paula Morais.

terça-feira, 5 de abril de 2011

D De Desejo

Que a alegria do seu sorriso arranque outros tantos por onde passar.
Que o desejo de força esteja presente em cada passo dado e pensado.
Que a sua presença seja tão plena que sua respiração lhe permita se perceber assim.
Que seus olhos sejam tão sinceros que suas palavras sejam desnecessárias.
Que seu colo acalente toda e qualquer pessoa que dele precisar se abastecer.
Que seu calor aqueça e traga aconchego aos amigos que dele precisar.
Que seus dedos segurem a fé que você traz nas mãos.
Que seu coração seja brando e terno nos seus quereres.
Que sua alma seja leve e una em seus anseios.
E que você, seja fiel aquilo que acredita e aquilo que sonha. 
Porque das nossas vontades serão construídos os mais belos caminhos de luz e paz,
de cor e oração, de mente e união, de você e de Deus!


Por: Ana Paula Morais

terça-feira, 29 de março de 2011

O bem seria bom senão fosse...

O bem seria bom senão fosse cruel. Quantas vezes não ouvimos "Eu gosto de você, mas é melhor nos separarmos para o seu bem, para o nosso bem". Qual o real sentido em se falar e expressar tal contradição? E é verdade quando analisamos as possibilidades, os relacionamentos que temos, tivemos ou desenvolvemos com carinho e cuidado. As nossas relações pessoais estão carregadas de dúvidas, medos, provações, que acabam fazendo mais mal do que bem, no final. A gente recua, amedronta-se pelo medo do inesperado, da felicidade, do sentimento conquistado e quando finalmente queremos nos entregar, outrem nos privam, por quaisquer que sejam os motivos. E até que se tem razão. Mas onde está a razão se o mal do outro é para o bem? Não vejo sentido nisso. Porque é isso que digo e repito:  

O bem seria bom senão fosse cruel. 

Por: Ana Paula Morais

segunda-feira, 28 de março de 2011

nenhum outro lugar



Eu quero ter seu sangue
Nos dias mais impróprios
O seu cheiro e um beijo morno
Na hora em que eu abro os olhos

Nosferatu - Leoni

quinta-feira, 24 de março de 2011

bem mais leve

quando a gente não fala,
quando a gente não quer,
quando a gente não deve,
quando a gente não vê,
quando a gente não acha,
quando a gente não perde,
quando a gente não procura,
quando a gente não esclarece,
quando a gente não esquece,
quando a gente não se mexe,
quando a gente não sofre,
quando a gente não inventa,
quando a gente não aparece,
quando a gente não escuta,
quando a gente não desgasta,
quando a gente não se mata,
quando a gente não chora,
quando a gente não engasga,
quando a gente não ouve,
quando a gente não se molha,
quando a gente não maltrata,
quando a gente não nasce.
Mas acontece que a gente é gente.


Por: Ana Paula Morais

segunda-feira, 14 de março de 2011

domingo, 13 de março de 2011

I don't want

Eu não quero ser a mulher perfeita!
A mulher perfeita é idealizada, almejada, desejada, querida e modelo perfeito para qualquer homem que queira ser feliz e bem sucedido na vida. Ela discute assuntos importantes,  trava questionamentos, causa orgulho em estar colado a sua mão. A mulher perfeita é a ironia de todo homem e a não concretização de um sonho. Prefiro ser a mulher real, que apesar de bonita e inteligente, não traz consigo o pensamento de vários homens em querê-la. Não quero mais o pensar, desejar, almejar ser o perfil de um relacionamento perfeito. Quero ser a minha realidade insana e concretizada, mesmo que para isso eu continue sozinha. Melhor ser "comum" do que carregar o peso de ser a mulher apenas "desejo", perfeita para se relacionar, mas que carrega e sempre carregará, o "mas" como carma da solidão. Quero a mim impura. Porque a pureza de já me cansou de sentimentos vãos.
Por: Ana Paula Morais

sábado, 12 de março de 2011

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Não se digere amor, não se cospe amor, amor é o engasgo que a gente disfarça sorrindo de dor. Aceito sua consideração de carinho no topo da minha cabeça, seu dedilhar de dedos nos meus ombros, seu tchauzinho do bem partindo para algo que não me leva junto e nunca mais levará, seu beijinho profundo de
 perdão pela falta de profundidade. Aceito apenas porque toda a lama, toda a raiva, todo o nojo e toda a indignação se calam para ver você passar.

Tati Bernardi

domingo, 6 de março de 2011

vitae

A gente vai vivendo assim... 
Com um pouco de sal e sazon, ou sem sal, nem cor. 
A gente vai vivendo assim... 
Com roupa e pudor, ou corpo nu em frenesi.
A gente vai vivendo assim... 
Como quem cala e não consente, como quem não fala pra não mostrar os dentes.
A gente vai vivendo assim... 
Com amor e sofrimento ou sem amor por um momento.
A gente vai vivendo assim... 
Sem falar, nem aquecer ou querer e não fazer.
A gente vai vivendo assim... 
dedos, mãos e sombra, ou sem corpo, nem musculos que o sustentem.
E a gente vai vivendo assim...
e assim, se não pior, 
a gente morre também.

Por Ana Paula Morais