segunda-feira, 11 de março de 2013

Infortúnio

Hipnotizada, ando.
Como a retina cruzando teus passos,
arrastando a poeira do velho vaso.

E se acaso for, 
Não devolva os beijos, outrora dados,
O mar limpará os rabiscos rasos.

Não quebre os dedos, agora cruzados,
soando um futuro já abortado.

Livra-me padre, deste agonia,
fazendo a cruz por cima dos lábios,
molhados e vivos,
cheirando a pecado.

 Receba esta carta e leia de bom grado,
que de tristeza não morro,
se teu amor, a mim, foi derramado.

Ana Paula Morais


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Um beijo pelos dedos que aqui escrevem, um Queijo pelo suspiro aqui postado.