segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Vermelho...

Cada gota que meu coração faz pulsar,
As cores que deslizam meu corpo,
As vozes que clamam em meu peito,
Os anéis que reclamam outros dedos,
As chamas que invadem meu ventre,
Os olhos que navegam outros mares,
O filme que pertuba minha mente,
Os passos que devoram as lembranças,
Os séculos que passam sem os beijos,
Os lábios que não te beijam,
Os pés cansados da viagem,
O lápis quebrado que pinta cinza,
A rosa vermelha que agora choro,
é você que em mim, 
agora esqueço.

Por: Ana Paula Morais

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

E a cada dia...

Sinto-me mais finda, menos viva, mais sobrevivente.
Mas tenha calma, coração. O descanso que queres, logo, logo virá.
Porque um dia já não sentirei mais a dor por sentí-la tanto.

Por: Ana Paula Morais



quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Cecília

A seguir texto de uma grande amiga que graciosamente lembrou de mim e me presenteou como recado. Aqui postado para não perdê-lo:

Distraiu-se e deixou passar 
por despercebido!
Naquele dia foi a maior 
algazarra, confusão geral... Pessoas andando de um lado pra o outro, sorrisos, 
sons, bebidas, confetes, carros chegando, aviões transitando no ar... E a noite 
a festa foi ainda maior...mulheres deslumbrantes, os homens elegantes, cada um 
com seu par, à meia noite os fogos de artifícios abrilhantaram o céu, que 
naquele dia tinha mais estrelas que o comum, elas brilhavam com mais intensidade 
e a lua sorria alí.
Mas 
ela estava distraída e não viu a festa acontecer.
Outro dia de alegria e ela 
permaneceu adormecida em seus pensamentos...
seu amor voltou, ela não notou.
Ele 
partiu e mais uma vez ela não viu!
por muitas idas e vindas seu amor partiu de vez.
Ela 
não mais o esqueceu ou se quer conseguiu amar mais alguém!
Certo dia viu balões no 
céu...milhares deles, de várias cores e saiu, sorrindo e cantarolando, descalça, 
a segui-los por entre os campos e jamais alguem à viu outra vez e não mais se 
ouviu falar em Cecilia e nem do seu amor!

Renatta Avelino - 12/04/2010


domingo, 19 de setembro de 2010

Quêismos!

Cansei de dizê-los, ouví-los, querê-los entender. Existem dias, fatos, cenas que são o bastante para completar toda e qualquer dúvida que ainda paire sobre nossas mentes, nossos corações. Se bem que, na verdade, nós sabemos o que de fato nos acontece, nos entristece, mas não é o bastante para findarmos alguma situação, porque nós, seres humanos errantes, precisamos de um tempo para digerir tudo a nossa volta, e nesse tempo podem estar as situações que revelam e trazem à pele o sentimento de fim. Repito a todos: o fim não significa Nunca, muito pelo contrário, ele abre espaço para o começo. Nunca nega todas as possibilidades de começo, e isso não é o que quero transpor aqui.
Porque Nunca e Sempre jamais podem ser ditos.
E Fim e Começo acontecem instantaneamente,
a todo tempo,
momento,
agora.


Fim do meu pensamento,
começo do seu.

Por: Ana Paula Morais

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Sinal da Paranóia...

Essa obsessão de chegar...
O terror de não vir a ser o que se pensa...

(Sinal da Paranóia - Som Nosso de Cada Dia)

E como se não bastasse, é infinitamente pensando, questionando, lamentando, que somos metamorfoses de outros em nós, de nós em outros, de todos em si, de repente de quem em mim? São xis que insistem 
permutar, 
oscilar, 
verbalizar, 
criar, 
neologizar,
pontear.

Ponte
ar.

Por: Ana Paula Morais

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O mundo é um moinho...

Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.
Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés
Cartola


Passarás!

sábado, 11 de setembro de 2010

A maestria

Em querer bem e proporcionar àqueles que julgares capazes de sentí-lo. É bem dito que nós espelhamos o que percebemos e bem verdade que nos permitimos perceber tudo que nos envolve: amor, paixão, alegria, tristeza, humildade, mau humor. Porém, também é fato que nós podemos abstrair sentimentos mesquinhos quando o que buscamos é relativamente simples e grandioso ao mesmo tempo.
Vivamos as sensações que podemos para só assim poder reparar as danosas e apreender os gozos do cotidiano.


Cores, imagens, cores, imagens, cores, imagens, cores.

Por: Ana Paula Morais


terça-feira, 7 de setembro de 2010

"Pessoas sofridas são perigosas...

... porque elas sabem que irão sobreviver" - Juliette Binoche, como Anna Barton em "Perdas e Danos". Filme avassalador de conceitos, pensamentos, sentimentos. 



Assistam!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Uma linha contínua, a Universidade!

Universo [verdade]. Universidade. Há quem diga que quando se chega no último perído de Graduação, estamos na Reta Final do curso, pois bem, estamos dando o próximo passo para uma continuidade de conhecimentos, universos e carreira, o que  prefiro chamar de Linha Contínua. Isso porque nós estamos condicionados a pensar que "finalmente acabou", mal sabemos que estamos apenas começando, desculpando-me a redundância, para RECOMEÇAR. E recomeçar pressupõe novas ideias, estratégias, momentos que irão ser modificados de acordo com a realidade que iremos passar a viver, realidade essa de Graduada em determinado curso. Graduada. Passamos ao particípio agora. E este momento exige preparação, equilíbrio e força para abraçar o que se desejou durante anos de graduação. Vivendo estou essa passagem. E sei que muitos estão passando por isso também ou que almejam passar. Mas uma coisa não pode deixar de ser dita: Escolha o que te arranca amor para mudar, porque tesão acaba e paixão deixa mágoas. Ame o que você faz! Ou o orgasmo literário te broxará.

Por: Ana Paula Morais